Monthly Archives: September 2013

Rodrigo Amarante – Lançamento

Uow.
Eis aqui uma tarefa um pouco árdua… afinal tenho que focar apenas do Amarante e não fazer paralelos com Los Hermanos ou Little Joy. Não no quesito letras ou melodia, afinal muitas podem nos remeter às bandas ou projetos que participou, e isto é super natural.

Foto - Marcelo Justo

Foto – Marcelo Justo

Incrivelmente o show começou com menos de 15 min de atraso (o que geralmente vem acontecendo sempre no SESC) e o único lamento é que durou pouco mais de 1 hora. Amarante realmente chegou para cantar sobre si e o seu disco de estreia Cavalo. E ainda cantou músicas novas (mais que o CD), Evaporar do Little Joy e mandou uma do Tom Zé (Augusta….graças a Deus…e digo que ficou linda na versão dele…bem a cara dele esta música, com aquelas paradinhas para que ele pudesse se mexer daquele jeito único dele).
O CD saiu apenas na segunda dia 23 de setembro então as músicas ainda não estavam na ponta da língua (ao estilo Hermanos). Confesso que senti falta disto, desta energia que os fãs saudosista dos Hermanos tem/tinham. Apenas não abro muito esta questão justamente porque o trabalho saiu numa segunda e o show de lançamento foi numa quinta. (mas sim, eu esperava mais, principalmente de alguns que sei que são bitolados pelo Amarante rsrsrsrs).

O show é lindo. Aquele clima de “presta atenção na letra, abra seus ouvidos” senti do início ao fim do show. Assim como os arranjos das músicas, lindo escutar isto ao vivo! Também intimista pela luz baixa (e Amarante ainda diz “ei abaixa mais a luz aqui do palco….pessoal já sabe minha cara e eu vou parecer mais bonito…rsrsrs). Sabe quando está o silêncio e o escuro e de repente abrem uma caixinha de música? Senti isto ontem (e friso que achei lindo! ♥♥)
Amarante ainda estava tímido, um pouco acanhado no início….talvez por agora ele ser a figura central, apenas ele cantar, apenas ter ele para entreter o público. Ou por, não sei, talvez não ter acreditado que o público iria “comprar” o seu trabalho, e de repente ver aquele mar de gente o olhando, totalmente deslumbrados.
(Claro que a parte mais esperada era que ele pegasse a guitarra e começasse aquela dança de pernas já conhecida…Maná proporcionou isto a todos e os sorrisos mostrados não foram poucos).
Li aqui numa resenha muito boa (http://bit.ly/192YEva) sobre o show de ontem e total concordo quando ele comenta sobre o transe….era isto, parecia que a plateia estava em transe (ou pela música, ou pela voz, ou pela pessoa…).

Foto: Deco Vicente

Foto: Deco Vicente

Sobre o Cavalo, eu gostei do rumo que ele deu para si mesmo e que apresentou aos fãs. Claro, algumas melodias me remetem até a Tatuí (letra que ele fez para o projeto 3namassa) e muitas outras letras dos Hermanos, inclusive do Camelo. Mas ao mesmo tempo são letras e melodias que (ainda bem) não acho que casariam com os barbudos. Acho bom, pois este trabalho mostra que estes anos de espera por algo do Amarante valeu super a pena.

Terei a oportunidade de assistir o show no sábado também. Veremos se foi nervosismo de estreia e se o público estará mais solto. E se o Amarante vai se dar conta que ele é grande. Que seu público é grande e estava numa espera ansiosa de vê-lo novamente no palco.

[e talvez pós-sábado eu venha com uma nova resenha do show. sabe como é, sentimentos e sensações sempre mudam!]

Set List

Irene | Nada Em Vão | O Cometa | Mon Nom | I’m Ready | Dancing | Hourglass | Cavalo | Fall Asleep | Um Milhão | Idle Eyes | Wood and Graphite | Augusta, Angélica e Consolação | Maná | The Ribbon | Tardei | Evaporar

Ouça
https://soundcloud.com/rodrigoamarante/cavalo
Curta
https://www.facebook.com/pages/Rodrigo-Amarante/316013055081493?fref=ts
Fotos
Marcelo Justo (http://bit.ly/1bdcclY) e Deco Vicente (http://bit.ly/1890pnn)

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Juliano Gauche

A primeira vez que ouvi falar sobre o Juliano foi num show realizado no SESC Vila Mariana sobre Sergio Sampaio (saca o “eu quero botar meu bloco na rua”?). Mas não foi um show que eu fui, mas sim que me falaram maravilhas sobre ele e sua voz. Pois bem. De lá pra cá muita música e bandas novas foram entrando na minha vida, e coincidentemente todos os caminhos de algum jeito levavam de volta para ele, mesmo que na época eu nem soubesse .

Lançamento Juliano Gauche

Até que me avisam “Ana, ele vai lançar um CD!”. Fiquemos na espera então, para ver o que me aguardava, como seria ao vivo, como seria o CD e afins. Fui acompanhando de longe o processo, sabendo uma coisa ali e aqui, ele mais a frente foi soltando pequenos teasers de como seria…e pensava “vem coisa boa ae!” Quando ainda fiquei sabendo que teria participações do Tatá Aeroplano, Gustavo Galo e Peri Pane já ficou aquela expectativa do “vamos, lança logo, lança logo!” (rsrsrs).

Até que chegou a noite de 06/09/2013 no SESC Belenzinho! E que apresentação, que banda, melodia, voz, participações.
Sabe quando tudo conspirar para acontecer em um momento determinada situação? Pois é, o momento foi aquele, o momento do Gauche!

Lançamento Juliano Gauche

E um momento também para a platéia que pôde acompanhar aquele belo espetáculo, seja ele nos vocais, quando pegou um violão para fazer um quase-solo belíssimo de “Além de Todo Gesto” (quase, pois Junior Boca o acompanhou em alguns momentos com a guitarra). E esta música em especial foi praticamente uma chamada para quem não o conhecia como eu, e para quem ainda tivesse alguma dúvida sobre o seu poder vocal. Sua voz realmente te engole, te instiga, te faz pensar “como não fiquei sabendo antes?”.

Assim que me senti ao ouvir o seu trabalho, uma voz calma que é um contraste com as suas letras que de calmas não tem nada. (rsrsrs e isto não é algo ruim ein? Acho até ótimo que não seja, minha preferida é “Deixa essa porra pra lá”). Suas letras falam bastante sobre corpos e ruas, e não é isto que imagino logo na primeira faixa? Me sinto com o fone no ouvindo, andando por esta caótica São Paulo no horário de pico, ao mesmo tempo que vejo corpos de batendo para seguirem seu destino, consigo também me ver desviando de todos para chegar ao meu.
Como ele diz “em qualquer estrada a gente pode ser o que a gente quiser”, e como isto casa com o seu trabalho. Em cada música ele conseguiu ser um personagem mas que todos remetem a si mesmo, a ser Juliano Gauche. E mesmo suas participações conseguiram enaltecer ainda mais este trabalho: Peri Pane com seu cello em “Como Falta de Ar” (e este cello faz bem este papel de “perseguição” durante a música), Tatá Aeroplano na letra (genial) de “Sergio Sampaio Volta” (acredito ser uma das partes mais emocionantes tanto no CD quanto foi no show) e “Amor do Capeta” (onde no show nada mais certo que chamar toda a turma para a festa) e Gustavo Galo nos vocais desta última e com a sua energia colocou a turma pra pular e dançar no palco,

Gustavo Galo, Juliano Gauche, Peri Pane e Tatá Aeroplano

Gustavo Galo, Juliano Gauche, Peri Pane e Tatá Aeroplano

Outros nomes que valem ser citado que ajudaram este trabalho lindo a chegarem aos nossos ouvidos (tiro aqui do encarte, deve ter outros mil nomes, mas seguem):  Junior Boca (guitarras-violões), Gustavo Souza (bateria), João Leão (teclados e piano), Meno del Picchia (baixo), Daniel Lima (baixo), Otávio Carvalho (baixo) e Zé Pi.

 

Não deixem de ouvir, baixar, fiquem ligados na página para saber os shows, matérias e vídeos.
E as fotos que nos acompanha aqui foram tiradas pelo amigo querido Rafael Barreto.