Chá com amor para uma Trupe

foto AnaClaraMT

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tem banda que eu fico matutando do como, quando, onde e porquê comecei a ouvir e consequentemente ficar fascinada e querer ir a todos os shows possíveis.
esta é uma que não lembro o ‘quando’ mas lembro o porquê.
foi pela quantidade de pessoas.
fiquei olhando aquele bando e tentando descobrir o que eles tocavam e como funcionavam juntos…como tinha visto primeiro fotos e não vídeos, fiquei imaginando quais instrumentos compunham o som deles.

foto AnaClaraMT

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lembro que pelos artistas que curtia e ia nos shows, o Gustavo Galo estava sempre no mesmo espaço (bom, eu lembrava mais dele pelo cabelo e cara séria, compenetrada – HA HA – , confesso…aí era fácil de identificar na platéia) e entre sussurros ou porque alguém falava o nome, descobri que ele tinha uma banda e lá fui eu descobrir qual era (aí você volta para o porquê).
na época eu trabalhava de madrugada (dureeeza, mas gostava) e fazia de tudo para não prestar atenção nos shows que aconteceria para não ficar amuada de não poder ir. aí nisso se foram vários do StudioSP, alguns do SESC e outros (Bleecker St., Zé Presidente, show de tarde na Benedito, Odara, Zé Presidente, CCSP e por ae vai).
lembro inclusive quando eles foram no Cultura Livre da querida Rô Martinelli falar sobre o lançamento de Nave Manha no Auditório eu tinha acabado de acordar (quase 15h ahuahauahu lembre-se, trampo da madruga!) e ainda levei bronca porquê peguei o final do programa, mas depois perdoada se fosse no show do Auditório!

foto: AnaClaraMT

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claro que pós-saída do trampo em horário anormal pude aproveitar inúmeros shows e cair nesta loucura total que é a Trupe! e me apaixonar de vez pelo som e pelos integrantes, que são simpatia pura!
e inclusive me tornei uma daquelas pessoas que ‘tem show da Trupe x tem outro show’, o Boldo é forte, e sempre ganha!

mas afinal o quê é, quem são, a que vem?

foto: AnaClaraMT

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um pouco difícil ter que classificar qual é o som, porquê cada um pode remeter a um momento musical, ou o que eles tocam de salsa aos meus ouvidos pode ser rumba para você. normal. acho que a idéia de misturar e se misturar no palco é totalmente válida. achar que as meninas são as Frenéticas, que você achou um pouco de Itamar e sua Isca, que o Tom Zé deve ter inspirado ou que é carnaval fora de época. fiquem sempre a vontade.

acho que a idéia da Trupe é se jogar mesmo. entra na música, dança do jeito que você quiser. aproveita que o pessoal da banda adora uma dança e coreografia e se joga com eles.

 

foto: AnaClaraMT

foto: AnaClaraMT

foto: AnaClaraMT

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aproveita que este fim de semana tem dois shows super especiais com três artistas que conversam muito com a Trupe musicalmente (e pessoalmente, porquê não!) – mister Tatá Aeroplano,  Gero Camilo e André Abujamra (palco e coração cheio, só imagina! ♥)
a bagunça boa acontece no SESC Bom Retiro dias 23 e 24 de agosto (sábado 19h e domingo 18h) e corre que os ingressos estão quase esgotados!

e talvez depois vocês consigam classificar ou entender porquê aqui é só orgulho e amor cada vez que estes meninos pisam no palco! seja de qualquer lugar, porquê palco da minha vida eles tem espaço certeiro!

[e tem trabalho novo chegando logo logo!  ♥]

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que isto fique entre nós e o resto do mundo

a primeira coisa que me interessou no som do Pélico foi a voz.
foi amor instantâneo.
o modo como ele consegue sussurrar, gritar, impor e se expor ao mesmo tempo, é brisa certa aos ouvidos.

e claro, diante disto vem as letras que são praticamente uma porrada no estômago de toda dor existente no corpo.
cantar sobre o coração rasgado, costurar e redesenhar a vida, socar alegria no lugar da tristeza…
claro, milhares de músicas existem sobre o tema, mas acho sempre válido do modo que é cantado. como são demostradas estas emoções através da voz e da banda que o acompanha. e principalmente se ele consegue te fazer entrar na vibe do que ele está querendo mostrar.

Foto: Ana Clara Martins Tenório

Foto: Ana Clara Martins Tenório

Pélico é um daqueles artistas que você desejava conhecer antes mesmo de lançar qualquer coisa. peguei o final de  “O Último Dia de Um Homem Sem Juízo” (2008) e início do “Que Isso Fique Entre Nós” (2011) e foi o bastante para eu ficar pensando no “mas pow, como não conhecia antes. porque não conhecia? porque não via, ouvia?”. enfim, nunca é tarde para conhecer. e nunca é tarde para querer se aprofundar e conhecer de fato quem é Pélico ou quais foram as coisas que ele teve que passar na vida para que as letras tivessem este impacto tão grande.
engraçado que ele é uma pessoa de muitos encontros. seja no palco ou nas vias da vida. é sempre bom encontrá-lo dividindo experiências com outros cantores porquê ele tem o tom certo na voz para cada música escolhida, não importa de quem seja. ou sobre o que a música fala.  que seja pra falar que naquela casa não tem amor, que se você quiser leve minha dor ou responder perguntas que ele faz com os olhos marejados como ‘então me diga como quer que eu te queira?’.

e um encontro que acontece hoje no palco do SESC Belenzinho tem tudo para ser mais um momento de viajar na voz dele. de assistir seus dedos se enroscando entre o microfone ou cabelos e de ver que vai envolver as pessoas para cantarem e sentirem cada palavra ecoada naquele teatro.

e bom também para aproveitar e poder assistir o show que, ao meu ver, acontece tão pouco, mas são sempre intensos.  e que depois será um nome que não ficará apenas entre nós.

Foto: Ana Clara Martins Tenório

Foto: Ana Clara Martins Tenório

[e Pèlico, mais um encontro nosso pela vida além dos bares rsrsrsrs]

Pélico – Show.
Hoje, às 21h – Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1.000, São Paulo.
Ingr.: R$ 5 a R$ 25.

os Metá Negras – ep 01 Kiko Dinucci

Quando iniciei estas palavras por aqui minha intenção era pegar um artista e fazer conexões com outros, seja com gravação, no palco, no boteco, o que for. E na época perguntei para alguns artistas e o Kiko Dinucci comentou sobre Os Mulheres Negras que iria acontecer na mesma semana na Casa de Francisca. Não rolou na época de conciliar pensamento com vontade, mas hoje ouvindo e relembrando daquela noite sinto que é o momento certo. Ainda que novas apresentações estão surgindo, ontem rolou uma (linda!), hoje teremos outra e segundo consta 2014 teremos mais! (Vai Brasil!).

Kiko e os Mulheres

“Ouço Os Mulheres Negras desde os anos 80, era a banda do André Abujamra (filho do Ravengar da novela) e Mauricio Pereira. Tinha gravado em fita os seus dois discos de carreira, ‘Música e Ciência’ e ‘Música Serve Pra Isso’.
Quando a banda se desfez, Mauricio foi trabalhar na TV como cantor no programa Fanzine, lançou um disco chamado Na Tradição e André montou o Karnak, depois de ter passado também pela banda Vexame.
Os dois gravaram outros discos. Segui acompanhando o trabalho dos dois e depois virei amigo deles.
É bom ter ídolos da música independente porque eles podem ser mais acessíveis. Hoje são meus amigos, mas não deixam de ser meus ídolos.
Enfim, depois de ter trabalhado com eles separadamente (Mauricio já gravou uma canção minha chamada ‘Depressão Periférica’ e já fiz alguns shows com André) agora tenho a oportunidade de dividir o palco com os dois juntos, pois Os Mulheres continuam a tocar. Dividirei palco com esses carinhas que usam sobretudo e chapéu coco de palha, me lançarei pra outra época, de quando eles com sua música me ensinaram a ser um artista menos conformado”.

Foto de Izabela Bueno via instagram

Foto de Izabela Bueno via instagram

Eu fiz de tudo para não replicar exatamente o que ele falou, mas foi impossível. Quem o conhece sabe das histórias que ele gosta de contar e que nós adoramos ouvir. Vamos então ir ponto a ponto na declaração e claro acrescentar muitos outros fios de ligação com o Kiko.
Kiko, ao meu ver,  são várias pessoas misturadas dentro de si. É Juçara, França, Cabral, Rodrigo, Romulo, Mauricio, Abujamra, Tom Zé, Itamar, Germano, isto só para citar alguns! A lista é enorme! É incrível vê-lo no palco, poder ler suas letras, ver toda sua perfomance com cada pessoa que ele trabalha. Tive a oportunidade de ao vivo vê-lo com alguns citados, mas hoje em dia a internet é um forte para quem não teve a mesma sorte.
Ao ler algumas entrevistas, matérias e ver alguns vídeos sobre sua história ou sua música, vejo que é unânime colocá-lo como dinâmico e um belo contador de histórias. Seja nas letras, nas melodias, no bate-papo entre uma música é outra, nas suas ilustrações…compromisso total com as várias formas de arte que ele pode proporcionar (em seu site vocês podem entender melhor do que estou falando)! E compromisso igual com cada semelhante seu que ele leva de algum jeito para os palcos.

Dentre outras coisas, a semelhança de Kiko com os Mulheres são as muitas letras sem refrão como o Mauricio disse “desejo de expandir a canção, quebrar formas, trazer novas sonoridades. Meter agressão nela.”. Vejo muito disto tanto nas letras como na forma que o Kiko toca seja com o violão ou guitarra. Ele se funde com o instrumento e tudo vai fluindo durante o show.
Toda minha intenção de fazer uma bela resenha-história veio em formato de link clandestino que está rodando na internet e aconselho a fazer um download rapidinho antes que vire fumaça. Outro conselho é ficar de olho no próximo encontro, pois é história para levar para a vida. Ver que ali no palco 2+3 são mais do que 5.

Marcelo Jeneci – De Graça – 2013

(já peço desculpas pelo texto enorme e por não ser direta ao cd “De Graça”. mas Jeneci é muita história dentro de mim. linhas e linhas.)

Sim. De Graça parece ser a expressão certa quando pretendo falar não somente deste novo trabalho, mas sim sobre o Jeneci e tudo o que ele vem representando dentro da minha história com a música nos últimos anos.
O conheci através do ‘Show Livre’ e me apaixonei logo de cara pelo som dele e pela voz linda da Laura (e lembro que vi o Richard Ribeiro no vídeo e falei “pow, mas ele toca com todo mundo?? “ rsrsrs). Era tipo hipnose, de você voltar o vídeo, ir procurar mais informações sobre, música, quando, onde. Então soube que na mesma época ele estava para lançar seu primeiro trabalho solo, e eu nem ao menos sabia que ele era responsável pela música “Amado” que a Vanessa da Matta canta, e era/sou super apaixonada por esta música. E nem que este artista já tinha anos de estrada, já tinha corrido por muitos palcos ao lado de muitos artistas super admirados e respeitados. Que ele saiu do ‘back’ para virar o ‘front’.
Tive a sorte de estar presente naquele segundo dia de lançamento, era dia 17 de novembro de 2010 e ainda vê-lo junto com o Marcelo Camelo no palco (no dia 16 era o Arnaldo Antunes e nos dois dias a Tulipa Ruiz era convidada e cantou a música “Dia a Dia, Lado a Lado” – uma que sinto saudades de ouvir ao vivo…).

Foto: Ana Clara Martins Tenório/2012

Foto: Ana Clara Martins Tenório – 2012

Sai de lá encantada, querendo já a agenda completa e vendo como dava para encaixar os shows na vida corrida de trabalhar de madrugada. E em muitos momentos deu super certo. Lembro de uma noite em especial, era show do Curumin na Augusta, e ele iria tocar junto…final de show, ele estava encostado em um canto aguardando o pessoal ir embora e pensei “é, aproveita que mais a frente não será tão fácil ficar neste sossego!”.
E cá estamos em 2013. Onde dia 15 de novembro, novamente novembro, ele fará o lançamento de seu disco. Três anos onde muitos altos e baixos aconteceram nesta roda Jeneci-show-Ana, mas que agregou muitos artistas que conheci através dele ou por causa dele (e virou aquela bola de neve, onde conheço um por conta de outro, e outro por conta daquele, etc.).

Tudo de graça.
Tudo de coração aberto.
Isto que sinto neste novo trabalho dele.
Coração aberto para experimentar, para ousar, se jogar, criar.

Sobre o DE GRAÇA

Confesso que estava um pouco receosa quanto a este trabalho novo. Um pouco ao menos. Devido mudanças exteriores do artista, não sabia até que ponto isto estaria no sentido musical e se estaria. Não sei, talvez aquele medo de não conseguir ‘encontrar’ o músico, a banda, o som no novo trabalho. Claro que o poder das redes sociais neste sentido foi forte e ótimo, pois um pouquinho do que vinha era mostrado, e talvez estar receosa ou com medo era pura bobagem do desconhecido ou talvez do novo (ou eu estava me sentindo o artista no sentido do segundo cd, do ‘e agora, será que vai, será que vão gostar como do primeiro, será que vão entender a mensagem que quero passar?’).

O CD foi disponibilizado mas no dia não me senti a vontade para ouvir. Não estava naqueles dias de prestar atenção em alguma coisa, então preferi esperar um dia q’eu simplesmente iria clicar o play e deixar rolar, sem pressão, sem “tem que ouvir porque todo mundo tá ouvindo”. Aqui as coisas tem que acontecer num determinado momento. E ele vai chegar, cedo ou tarde. Tem vezes que só chega em dia de show. Ou na hora do show mesmo. Normal.
Começa então a tocar “Alento”, primeira faixa. E que Alento!
Aqui uso todas as definições que encontrei:

“fôlego, respiração, bafo, ânimo, resistência, coragem, esforço, valor, alimento, nutrição, sustento, aragem, sopro, poética Inspiração, estro”

E sim gente. É tudo isto este primeiro sopro, tudo que senti. A própria melodia de início já te leva para algum lugar dentro do trabalho e cabe a cada um ver aonde irá parar. Ouvindo e re-ouvindo é de longe uma das minhas preferidas.
Nota-se no decorrer das faixas o cuidado que se teve com cada letra, melodia, onde poderia ter isto ou aquilo.
De Graça que é uma boa para dançar de faz pensar nos últimos shows realizados, que ele se empolgava mais, queria que todo mundo dançasse, que levantassem das cadeiras (ou como no Auditório e SESC Bom Retiro, que invadisse o palco…rsrsr). Apenas acho que ser logo após “Alento” não foi uma boa escolha…deveriam ter feito como no primeiro cd onde “Show de Estrelas” era seguida de “Pense Duas Vezes Antes de Esquecer”, duas bem dançantes. Talvez se fosse antes ou depois de “Sorriso Madeira” seria uma ótima.
Ouvindo música por música você sente aquela leveza como tinha de ser. Saca aquele vento agradável que às vezes ronda, faz aquele giro e vai embora? Então, imagine este vento durante uns 50 minutos, as vezes apenas soprando no ouvindo, outras vezes te convidando para dançar….

Foto: Ana Clara Martins Tenório - 2011

Foto: Ana Clara Martins Tenório – 2011

E a Laura minha gente! Vou aqui abrir um espaço pra falar desta moça super simpática e do sorriso largo. Que faz bem mais do que dançar e cantar no palco. Entre muitas músicas e coros no disco, “Tudo Bem, Tanto Faz” mostra um crescimento enorme desta pequena-grande mulher. Ela canta e te suga nesta música…você fecha os olhos e já a imagina no palco, com aquele holofote apenas nela enquanto a Orquestra aos poucos vai aparecendo (e que casamento desta Orquestra com esta música! Linda!). Acho muito bonito quando podemos acompanhar este tipo de crescimento, quando cantores/as resolvem abrir sua voz, fazer novos experimentos e acertar. Palmas em pé para esta composição do trio Jeneci-Laura-Arnaldo Antunes.
Alguns pontos de algumas músicas também nos remetem ao Erasmo, Roberto, Mutantes, Guilherme Arantes e gostei de novamente poder visualizar isto no De Graça, ver que isto é enraizado mesmo e que pode ser a sua influência, mas tem um toque ‘a La Jeneci’. Que ele conseguiu ter este toque que o diferencia (e não apenas a sanfona, que era o diferencial quando ele apareceu).

Fico realmente feliz em ver os rumos que este novo trabalho está tomando. Também escutei o trabalho de coração aberto para o que viria, curiosa e muito em ver também o que o pessoal iria achar. Principalmente aqueles que conheço e que o acompanha/acompanhava na mesma intensidade que eu.
É bom ver que “foi só mais um temporal” algumas passagens da vida dele e que ele soube se reerguer através deste trabalho que é mais que de Graça. É com a alma.

E eu paro aqui. Sou capaz ainda de falar mil e outras coisas. Mas deixo para o show de lançamento, que eu pretendo estar presente para visualizar tudo que falei e pensei.

Deixo aqui uma super entrevista realizada pela CBN de Recife, super esclarecedora sobre o De Graça. Onde muitos pontos de cada música são mostrados e influências decifradas.

http://www.superclip.com.br/sistema/materia.cfm?cod=418116

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Rodrigo Amarante – Lançamento

Uow.
Eis aqui uma tarefa um pouco árdua… afinal tenho que focar apenas do Amarante e não fazer paralelos com Los Hermanos ou Little Joy. Não no quesito letras ou melodia, afinal muitas podem nos remeter às bandas ou projetos que participou, e isto é super natural.

Foto - Marcelo Justo

Foto – Marcelo Justo

Incrivelmente o show começou com menos de 15 min de atraso (o que geralmente vem acontecendo sempre no SESC) e o único lamento é que durou pouco mais de 1 hora. Amarante realmente chegou para cantar sobre si e o seu disco de estreia Cavalo. E ainda cantou músicas novas (mais que o CD), Evaporar do Little Joy e mandou uma do Tom Zé (Augusta….graças a Deus…e digo que ficou linda na versão dele…bem a cara dele esta música, com aquelas paradinhas para que ele pudesse se mexer daquele jeito único dele).
O CD saiu apenas na segunda dia 23 de setembro então as músicas ainda não estavam na ponta da língua (ao estilo Hermanos). Confesso que senti falta disto, desta energia que os fãs saudosista dos Hermanos tem/tinham. Apenas não abro muito esta questão justamente porque o trabalho saiu numa segunda e o show de lançamento foi numa quinta. (mas sim, eu esperava mais, principalmente de alguns que sei que são bitolados pelo Amarante rsrsrsrs).

O show é lindo. Aquele clima de “presta atenção na letra, abra seus ouvidos” senti do início ao fim do show. Assim como os arranjos das músicas, lindo escutar isto ao vivo! Também intimista pela luz baixa (e Amarante ainda diz “ei abaixa mais a luz aqui do palco….pessoal já sabe minha cara e eu vou parecer mais bonito…rsrsrs). Sabe quando está o silêncio e o escuro e de repente abrem uma caixinha de música? Senti isto ontem (e friso que achei lindo! ♥♥)
Amarante ainda estava tímido, um pouco acanhado no início….talvez por agora ele ser a figura central, apenas ele cantar, apenas ter ele para entreter o público. Ou por, não sei, talvez não ter acreditado que o público iria “comprar” o seu trabalho, e de repente ver aquele mar de gente o olhando, totalmente deslumbrados.
(Claro que a parte mais esperada era que ele pegasse a guitarra e começasse aquela dança de pernas já conhecida…Maná proporcionou isto a todos e os sorrisos mostrados não foram poucos).
Li aqui numa resenha muito boa (http://bit.ly/192YEva) sobre o show de ontem e total concordo quando ele comenta sobre o transe….era isto, parecia que a plateia estava em transe (ou pela música, ou pela voz, ou pela pessoa…).

Foto: Deco Vicente

Foto: Deco Vicente

Sobre o Cavalo, eu gostei do rumo que ele deu para si mesmo e que apresentou aos fãs. Claro, algumas melodias me remetem até a Tatuí (letra que ele fez para o projeto 3namassa) e muitas outras letras dos Hermanos, inclusive do Camelo. Mas ao mesmo tempo são letras e melodias que (ainda bem) não acho que casariam com os barbudos. Acho bom, pois este trabalho mostra que estes anos de espera por algo do Amarante valeu super a pena.

Terei a oportunidade de assistir o show no sábado também. Veremos se foi nervosismo de estreia e se o público estará mais solto. E se o Amarante vai se dar conta que ele é grande. Que seu público é grande e estava numa espera ansiosa de vê-lo novamente no palco.

[e talvez pós-sábado eu venha com uma nova resenha do show. sabe como é, sentimentos e sensações sempre mudam!]

Set List

Irene | Nada Em Vão | O Cometa | Mon Nom | I’m Ready | Dancing | Hourglass | Cavalo | Fall Asleep | Um Milhão | Idle Eyes | Wood and Graphite | Augusta, Angélica e Consolação | Maná | The Ribbon | Tardei | Evaporar

Ouça
https://soundcloud.com/rodrigoamarante/cavalo
Curta
https://www.facebook.com/pages/Rodrigo-Amarante/316013055081493?fref=ts
Fotos
Marcelo Justo (http://bit.ly/1bdcclY) e Deco Vicente (http://bit.ly/1890pnn)

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Juliano Gauche

A primeira vez que ouvi falar sobre o Juliano foi num show realizado no SESC Vila Mariana sobre Sergio Sampaio (saca o “eu quero botar meu bloco na rua”?). Mas não foi um show que eu fui, mas sim que me falaram maravilhas sobre ele e sua voz. Pois bem. De lá pra cá muita música e bandas novas foram entrando na minha vida, e coincidentemente todos os caminhos de algum jeito levavam de volta para ele, mesmo que na época eu nem soubesse .

Lançamento Juliano Gauche

Até que me avisam “Ana, ele vai lançar um CD!”. Fiquemos na espera então, para ver o que me aguardava, como seria ao vivo, como seria o CD e afins. Fui acompanhando de longe o processo, sabendo uma coisa ali e aqui, ele mais a frente foi soltando pequenos teasers de como seria…e pensava “vem coisa boa ae!” Quando ainda fiquei sabendo que teria participações do Tatá Aeroplano, Gustavo Galo e Peri Pane já ficou aquela expectativa do “vamos, lança logo, lança logo!” (rsrsrs).

Até que chegou a noite de 06/09/2013 no SESC Belenzinho! E que apresentação, que banda, melodia, voz, participações.
Sabe quando tudo conspirar para acontecer em um momento determinada situação? Pois é, o momento foi aquele, o momento do Gauche!

Lançamento Juliano Gauche

E um momento também para a platéia que pôde acompanhar aquele belo espetáculo, seja ele nos vocais, quando pegou um violão para fazer um quase-solo belíssimo de “Além de Todo Gesto” (quase, pois Junior Boca o acompanhou em alguns momentos com a guitarra). E esta música em especial foi praticamente uma chamada para quem não o conhecia como eu, e para quem ainda tivesse alguma dúvida sobre o seu poder vocal. Sua voz realmente te engole, te instiga, te faz pensar “como não fiquei sabendo antes?”.

Assim que me senti ao ouvir o seu trabalho, uma voz calma que é um contraste com as suas letras que de calmas não tem nada. (rsrsrs e isto não é algo ruim ein? Acho até ótimo que não seja, minha preferida é “Deixa essa porra pra lá”). Suas letras falam bastante sobre corpos e ruas, e não é isto que imagino logo na primeira faixa? Me sinto com o fone no ouvindo, andando por esta caótica São Paulo no horário de pico, ao mesmo tempo que vejo corpos de batendo para seguirem seu destino, consigo também me ver desviando de todos para chegar ao meu.
Como ele diz “em qualquer estrada a gente pode ser o que a gente quiser”, e como isto casa com o seu trabalho. Em cada música ele conseguiu ser um personagem mas que todos remetem a si mesmo, a ser Juliano Gauche. E mesmo suas participações conseguiram enaltecer ainda mais este trabalho: Peri Pane com seu cello em “Como Falta de Ar” (e este cello faz bem este papel de “perseguição” durante a música), Tatá Aeroplano na letra (genial) de “Sergio Sampaio Volta” (acredito ser uma das partes mais emocionantes tanto no CD quanto foi no show) e “Amor do Capeta” (onde no show nada mais certo que chamar toda a turma para a festa) e Gustavo Galo nos vocais desta última e com a sua energia colocou a turma pra pular e dançar no palco,

Gustavo Galo, Juliano Gauche, Peri Pane e Tatá Aeroplano

Gustavo Galo, Juliano Gauche, Peri Pane e Tatá Aeroplano

Outros nomes que valem ser citado que ajudaram este trabalho lindo a chegarem aos nossos ouvidos (tiro aqui do encarte, deve ter outros mil nomes, mas seguem):  Junior Boca (guitarras-violões), Gustavo Souza (bateria), João Leão (teclados e piano), Meno del Picchia (baixo), Daniel Lima (baixo), Otávio Carvalho (baixo) e Zé Pi.

 

Não deixem de ouvir, baixar, fiquem ligados na página para saber os shows, matérias e vídeos.
E as fotos que nos acompanha aqui foram tiradas pelo amigo querido Rafael Barreto.

Tá Afim de Participar?

uma vez relatei a amigos que sou daquelas pessoas que vou a shows e fico fazendo mil conexões entre as pessoas que reconheço no palco e/ou na platéia.
sabe aquele típico “hum já vi este baterista em algum lugar…”?
pois é.

o engraçado é quando os links ficam mais claros na mente, você se dá conta o quanto aquela pessoa se divide entre bandas e projetos pessoais.
e é sobre isto que pretendo falar e mostrar aqui com a ajuda destes mesmos artistas, quando possível.

artistas que participam de trabalhos de outros artistas.
seja num show, num disco, numa letra, numa música, fazendo o arranjo, produzindo….
seja conhecidos ou não pelo público.
e que passarão a ser, para alguns, aqui.

 

mas ao mesmo tempo também vou resenhar sobre algum artista ou show que me chamou a atenção e que também merecem ser ouvidos.
e espero que mais um no som soprem aos ouvidos.

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